ANÁLISE DA COMUNIDADE DE CHIROPTERA EM UM FRAGMENTO DE MATA NA ESTAÇÃO BIOLOGIA MARINHA AUGUSTO RUSCHI

Autores

  • Maria Lavanholle Ventorin Universidade Federal do Espírito Santo - UFES
  • Albert David Ditchfield Universidade Federal do Espírito Santo - UFES

Resumo

A ordem Chiroptera corresponde a quase um quarto de toda a diversidade de mamíferos existentes no globo e, apesar da grande representatividade, sua diversidade total continua sendo desconhecida. Este trabalho se propôs a analisar a comunidade de morcegos num fragmento de mata de restinga na Estação Biologia Marinha Augusto Ruschi, localizada no município de Aracruz-ES, a 45 km de distância de Vitória-ES. A amostragem foi realizada entre dezembro de 2018 e junho de 2019 utilizando-se redes de neblina, as quais foram deixadas abertas por seis horas a partir do pôr do sol. O esforço amostral totalizou 7.844 h.m 2 distribuídas em 14 noites de amostragem. Foram obtidas 11 espécies distribuídas em três famílias e seis subfamílias, sendo elas: Família Phyllostomidae, Subfamília Stenodermatinae: Artibeus lituratus (Olfers, 1818), Artibeus obscurus (Schinz, 1821), Dermanura cinerea (Gervais, 1856) e Platyrrhinus lineatus  (É. Geoffroy, 1810); Subfamília Phyllostominae: Micronycteris minuta (Gervais, 1856), Phyllostomus hastatus (Pallas, 1767), Trachops cirrhosus (Spix, 1823); Subfamília Carolinae: Carollia perspicillata (Linnaeus, 1758); Subfamília Glossophaginae: Glossophaga soricina (Pallas, 1766); Família Molossidade, Subfamília Molossinae: Molussus molossus  (Pallas, 1766) e Família Vespertilionidae, Subfamília Myotinae: Myotis nigricans (Schinz, 1821). A curva de acumulação de espécies não atingiu patamar de estabilidade. O procedimento Jackknife 1 estimou que devem haver entre 13 e 18 espécies compondo a comunidade. Aplicou-se o Índice de Diversidade de Simpson e obteve-se 1-D = 0,6873, aproximando-se de valores encontrados por outros trabalhos em regiões da Mata Atlântica. Este projeto foi o primeiro levantamento e análise da comunidade de Chiroptera na área e contribuiu para ampliar os conhecimentos sobre a diversidade, abundância e distribuição de quirópteros na região, e, por conseguinte, no estado do Espírito Santo.

Palavras-chave: Chiroptera. Restinga. Ecologia de comunidades.

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Publicado

2020-06-24