ANÁLISE DO POLIMORFISMO 174C>C NO GENE IL-6 EM PACIENTES COM CARCINOMA DE CÉLULAS ESCAMOSAS DE CABEÇA E PESCOÇO (HNSCC) E SUA RELAÇÃO COM A RESPOSTA À RADIOTERAPIA E PROGNÓSTICO DA DOENÇA

Autores

  • Pedro Henrique Vairo de Barros Universidade Federal do Espírito Santo - UFES
  • Eric Arrivabene Tavares Universidade Federal do Espírito Santo - UFES
  • Carlos Gabriel Coutinho da Silva Universidade Federal do Espírito Santo - UFES
  • Marcelo dos Santos Universidade Federal do Espírito Santo - UFES
  • Marcos Brasilino de Carvalho Universidade Federal do Espírito Santo - UFES
  • Eloiza Helena Tajara da Silva Universidade Federal do Espírito Santo - UFES
  • Adriana Madeira Alvares da Silva Universidade Federal do Espírito Santo - UFES
  • Fernanda Mariano Garcia Universidade Federal do Espírito Santo - UFES
  • Raquel Santos dos Reis Universidade Federal do Espírito Santo - UFES
  • Iúri Drumond Louro Universidade Federal do Espírito Santo - UFES

Resumo

O número de novos casos de câncer tem aumentado significantemente nos últimos anos, se tornando um grande problema de saúde pública mundial, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), que estima para 2030, 21,4 milhões de novos casos de câncer, e 13,2 milhões de mortes pela doença. O câncer de cabeça e pescoço é a quinta neoplasia mais frequente no mundo e seu tratamento é multimodal, sendo a radioterapia amplamente utilizada, por atingir sítios mais específicos, e suavizar de forma progressiva efeitos indesejados nas células e/ou tecidos vizinhos. O tipo histológico mais frequente é o carcinoma de células escamosas de cabeça e pescoço (CCECP; do inglês: head and neck squamous cell carcinoma - HNSCC), que acomete principalmente a cavidade oral, seguido da laringe e faringe. Polimorfismos em genes envolvidos com os cânceres têm sido estudados por estarem associados à maior suscetibilidade à doença e, recentemente, à variabilidade individual de pacientes à resposta ao tratamento, assim como no prognóstico da doença. O gene IL-6, que se encontra no braço curto do cromossomo 7, codifica uma citocina pleiotrópica, chamada de Interleucina-6, estas relacionadas ao aumento do risco, prognóstico e resposta ao tratamento de diferentes tipos de neoplasias. Um polimorfismo, em particular, no gene IL-6 conhecido como IL-6 174G>C (rs1800795), tem sido reportado como um provável biomarcador prognóstico, visto que as interleucinas desempenham papel chave na sinalização celular (principalmente em vias de proliferação celular e apoptose), e no sistema imunológico. Neste estudo, buscou-se investigar a relação desse polimorfismo e a susceptibilidade e o prognóstico em pacientes com CCECP. Para tal, foram genotipados 251 pacientes com CCECP para o polimorfismo pela técnica de PCR-RFLP, no qual os fragmentos de diferentes tamanhos foram separados por eletroforese horizontal em gel de agarose 3% corado com brometo de etídio. Para a análise estatística foi utilizada a margem de erro menor que 5%, de acordo com o teste de significância de Lilliefors, e para os testes de associação, foi utilizado o teste Qui-quadrado, de forma a analisar a associação dos dados prognósticos aos genótipos, segundo a ocorrência da recidiva local, óbito e sobrevidas livre de doença local e doença específica, segundo a modalidade terapêutica, e resposta ao tratamento. Nenhuma análise foi estatisticamente significativa. Apesar do polimorfismo estar associado com a baixa transcrição do gene em vários estudos, não foi possível observar as mesmas relações com os dados de prognóstico e tratamento da população de análise.

Palavras-chave: Câncer. Carcinoma de células escamosas de cabeça e pescoço. IL-6.

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Publicado

2020-06-24